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Turista e excursionista na pesquisa de demanda

Como o Manual da RBOT, edição 2026, separa turista de excursionista: residência, permanência de 24 horas, pernoite e função remunerada.

07 de outubro de 2026
4 min de leitura
Turista e excursionista na pesquisa de demanda

Turista e excursionista são visitantes temporários cuja residência permanente é outra que não o local da pesquisa. O que os separa é a permanência: o turista fica pelo menos 24 horas ou faz ao menos um pernoite; o excursionista fica no máximo 24 horas, sem pernoite. Nenhum dos dois exerce função remunerada na localidade.

O que é visitante na pesquisa de demanda?

Visitante é o termo que reúne dois grupos: turistas e excursionistas. O número de visitantes de uma localidade é a soma dos dois. Ambos são visitantes temporários, nacionais ou estrangeiros, com residência permanente diferente do local da pesquisa, e nenhum exerce função remunerada na localidade.

A definição está no Manual Metodológico da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT), edição 2026, capítulo 4, seção 4.1. Como a residência permanente precisa ser outra que não o local da pesquisa, quem mora nesse local não é visitante. A condição de não exercer função remunerada vale para os dois grupos e deixa de fora quem trabalha na localidade. O manual registra ainda que dados confiáveis sobre o turismo são fundamentais para a formulação, a implementação e a avaliação das políticas públicas do setor.

Quem é turista?

Turista é o visitante temporário, nacional ou estrangeiro, cuja residência permanente é outra que não o local da pesquisa, que permanece pelo menos 24 horas ou faz ao menos um pernoite. Fica no máximo 365 dias e não exerce função remunerada na localidade. A permanência o distingue do excursionista.

Dois pontos merecem atenção. O primeiro é o piso: são dois caminhos para chegar a turista, permanecer pelo menos 24 horas ou fazer ao menos um pernoite, e basta um deles. O segundo é o teto: a definição fixa o limite de 365 dias de permanência para o visitante temporário.

Quem é excursionista?

O excursionista tem a mesma condição de residência do turista: mora permanentemente em outro lugar que não o local da pesquisa. A diferença é o tempo. Permanece no máximo 24 horas, sem realizar pernoite, e não exerce função remunerada na localidade. Quem reside fora, não trabalha ali e volta no mesmo dia, sem dormir no local, se enquadra.

O excursionista precisa cumprir as três condições ao mesmo tempo: residência fora do local, até 24 horas de permanência e nenhum pernoite. Se o visitante dormiu ao menos uma noite no local, o enquadramento passa a ser o de turista, porque o pernoite é critério da definição de turista.

Como se classifica o entrevistado?

A classificação depende de três informações: onde a pessoa mora, se exerce função remunerada na localidade e quanto tempo ficou, com ou sem pernoite. Quem mora no local da pesquisa não é visitante. Quem trabalha ali com remuneração também não. Os demais são turistas ou excursionistas, conforme a permanência e o pernoite.

A tabela resume os critérios de cada grupo, conforme a seção 4.1 do manual.

CritérioTuristaExcursionista
Residência permanenteOutra que não o local da pesquisaOutra que não o local da pesquisa
Permanência mínimaPelo menos 24 horas, ou ao menos um pernoiteNão consta na definição
PernoiteAo menos um, como alternativa às 24 horasNenhum
Limite de permanênciaNo máximo 365 diasNo máximo 24 horas
Função remunerada na localidadeNão exerceNão exerce

O manual aplica essa lógica ao estimar o fluxo turístico de eventos: o questionário deve ter uma pergunta sobre o local de residência, que permite separar moradores e turistas (seção 11.2).

Por que a pesquisa separa turistas e excursionistas?

O manual define como objetivo principal da pesquisa de demanda traçar o perfil dos turistas e excursionistas que visitam a localidade: motivações, perfil socioeconômico, expectativas sobre produtos e serviços consumidos e perfil dos gastos de cada visitante. O número de visitantes é a soma dos dois grupos.

O manual recomenda realizar a pesquisa nas três temporadas, alta, média e baixa, o que amplia o número de questionários e permite comparar os perfis dos visitantes entre períodos. Se não for possível cobrir as três, a orientação é priorizar a alta e a baixa, que tendem a mostrar diferenças mais evidentes no perfil da demanda, no fluxo de visitantes, nos meios de hospedagem, nos gastos e na avaliação do destino.

O que conferir antes de ir a campo?

O modelo de questionário do Anexo 1 do manual pergunta o município ou país de residência (pergunta 1), se o entrevistado pernoita no destino e quantas noites (pergunta 2) e o principal motivo da viagem (pergunta 3). Não há pergunta específica sobre função remunerada na localidade. Quem adota o modelo precisa definir como verificar essa condição.

Fonte: Manual Metodológico da RBOT, edição 2026, capítulo 4, seção 4.1, com o Anexo 1 e a seção 11.2.

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